SOPHIE E ARTHUR



Arthur acabava de chegar de uma festa de aniversário, seu primo iria se casar em 3 meses, eles tinham a mesma idade, 30 anos, o primo em questão era filho da irmã de seu pai, eles cresceram juntos, tinham poucos meses de diferença e, em breve, seu primo seria um homem casado. 

No caminho para casa, ele refletiu muito, já tinha algum tempo que não tinha uma namorada, não tinha mais interesse em baladas, nem em sexo casual, ponderou se não deveria pensar em encontrar alguém e, finalmente sossegar, como o primo, era uma ideia estranha, mas que se alojou em sua cabeça, com uma tenacidade tão grande, que ele não conseguiu afastar. Estava quase em casa, quando viu algo que lhe chamou a atenção, uma moça estava caminhando em uma praça a cerca de 3 quarteirões de sua casa, ela carregava uma mala pequena e tinha o rosto e braços machucados, ele estacionou o carro e desceu, foi em direção da moça e a chamou.

- Moça, você está bem? 

A reação dela foi entrar em pânico, ela apertou o passo o mais que pode,  ele viu uma expressão de dor em seu rosto, devia estar com as pernas machucadas também.

- Moça, por favor, só quero ajudá-la - disse ele enquanto tentava alcançá-la.

- Estou bem, não preciso de ajuda. - Gritou ela ainda em passo acelerado.

- Por favor, se quiser, fico a uma distância segura e você me conta o que aconteceu, não quero machucar você, dou minha palavra. - gritou ele devido a distância.

Ela parou, pareceu ponderar a proposta, então virou para ele e esperou ele estar a uma distância, que ela, considerava segura, fez sinal para que ele parasse, ele parou.

- O que aconteceu com você? - perguntou ele.

- Eu briguei com meu namorado, ele... ele... - ela pareceu confusa em contar aquela parte.

- Bateu em você? - perguntou ele.

- Me expulsou de casa. - disse ela.

- A socos e pontapés pelo que posso perceber. - concluiu ele.

- Não é nada. - disse constrangida.

- É sim, é uma atrocidade, deveria dar queixa dele. - disse Arthur.

- Não, eu não quero me incomodar com ele. - respondeu ela.

- E quem garante, que ele não voltará, para te bater novamente? - disse tentando trazê-la para a realidade, se um homem machuca uma mulher daquela forma, o que o impede de voltar a fazer isso?

- Eu... - os lábios dela tremeram, aparentemente ela não tinha pensado nisso ainda. 
- Quer ajuda? Estou de carro, levo você até a delegacia, podemos dar queixa e depois deixo você na sua casa. - ele sugeriu.

As palavras dele foram como uma bofetada, o tremor nos lábios dela se intensificou e de repente, começou a chorar, como se o chão tivesse se desfeito a seus pés.

- Calma moça, não chore, quero apenas ajudar , tente ficar calma. - ele não entendeu a explosão emocional, queria se aproximar e abraçá-la, ela parecia desamparada, mas não ousou, ela poderia se sentir ameaçada.

- Não tenho casa... - disse ela baixinho, não tenho para onde ir. Ele a olhou pesaroso, agora era quase questão de honra ajudar.

- Não tem uma amiga para quem possa ligar, parentes que moram perto?

- Nada... sou sozinha no mundo, não tenho amigos, tinha um emprego e um apartamento alugado, mas ele me fez largar o emprego, entregar o apartamento e morar com ele, agora não tenho nada, os poucos amigos que tinha ele fez eu me afastar... - as lágrimas corriam quentes e dolorosas pelo rosto bonito da moça. Ela devia ter uns 26 anos, era bonita cabelo e olhos escuros, cerca de 1,70, magra.

- Posso te ajudar? - disse ele tentando emitir o máximo de confiabilidade possível. - Meu carro está logo ali na frente, pode passar a noite na minha casa, descansar e amanhã decide o que fazer. - ela o brindou com uma expressão desconfiada. - Juro que não sou nenhum psicopata, moro a 3 quarteirões, tenho um quarto de hóspedes e um chuveiro quente que pode ajudar a aliviar as dores, alguns analgésicos. Por favor, me deixe ajudar você moça.

Ela ponderou, olhou para ele tentando achar indícios se poderia ou não confiar nele, se ficasse na rua poderia ser encontrada por qualquer um, esse cara parecia boa pessoa, ficou assustada, mas sentiu como se não tivesse nada mais a perder.

- Está bem, vou aceitar sua proposta. - disse desconfiada.

- Ok, podemos ir? Posso levar sua mala? Parece pesada. - ofereceu ele. Ela se aproximou e lhe deu a mala, eles seguiram até o carro, ele colocou no banco de traz enquanto ela se sentava no do carona.

Ele entrou no carro e a levou em silêncio até sua casa, pegou a mala dela, levou até o quarto de hóspedes, mostrou o banheiro e disse que se ela quisesse comer ele estaria na cozinha, explicou como chegar e a deixou sozinha.

Quando terminou de tomar banho ela desceu, ele lhe ofereceu algo para comer, ela aceitou algumas torradas e uma xícara de café. Ela recusou o analgésico, o banho já tinha aliviado as dores. Ele não fez muitas perguntas, havia decidido que ela conversaria se quisesse, perguntou apenas se ela gostaria de falar sobre o que aconteceu, mas como ela se esquivou ele a deixou em paz. Era tarde, ele disse que iria dormir e que ela poderia sentir-se em casa, ela no entanto decidiu dormir também, estava cansada.
Na manhã seguinte, ela acordou por volta das 11:30 da manhã, saiu do quarto caminhando com cautela, como um animal assustado e seguiu o delicioso cheiro de café da manhã que vinha da cozinha.

- Bom dia, fiz café fresco e comprei um bolo de laranja, espero que esteja bom para você. - disse ele, quando ela entrou na cozinha.

Ela não respondeu, apenas se sentou e se serviu. Ele estava de pijama, chinelo de pano e meias e os cabelos estavam bagunçados ainda. Passados cerca de 20 minutos em que ambos tomaram o café em silêncio Arthur resolveu perguntar.

- Ok moça, acho que está na hora de conversarmos um pouco, que tal? 

Ela acenou positivamente com a cabeça.

- Meu nome é Arthur e o seu? - perguntou ele.

- Sophia - respondeu ela.

- Pode me contar o que aconteceu?

- Há cerca de 1 ano conheci um cara, começamos a namorar, ele era gentil e então resolvemos morar juntos, tudo ia bem, então ele começou a me persuadir a sair do emprego, eu cancelei o contrato do apartamento, me afastei dos amigos e ele começou a ficar possessivo, gritava comigo, me ameaçava, e há pouco mais de um mês começou e me bater, começou com um tapa no calor de uma discussão, depois foi se agravando, eu disse que ia embora e que precisava apenas arrumar um lugar para ficar, tinha arrumado a minha mala, por precaução, ainda bem, porque quando disse que estava procurando um apartamento, ele me espancou e me expulsou de casa, eu vaguei pela praça sem saber o que fazer até você aparecer. - Ela parecia em transe, contando de forma impessoal, não querendo se envolver emocionalmente com o relato.

- Deveria dar queixa dele. - Disse Arthur calmamente.

- Deveria, mas não quero, acho que ele não virá atras de mim, vivia dizendo que ia me abandonar, que achava que eu não era uma mulher interessante. - disse ela.

- Mesmo assim. - ele observou a expressão determinada dela. - Mas não posso te forçar a fazer isso, você deve decidir. 

- Obrigada.

- Outra coisa. - disse ele. - Disse que não tem para onde ir, não tem parentes, amigos, nada?

- Não, meus pais já são falecidos, era filha única, não tenho nenhum parente que me acolheria, tios, primos nada, nem amigos, me afastei de todos, eu estou na cidade há pouco mais de um ano, não tenho ninguém aqui, os poucos amigos que fiz eu perdi por causa dele.

- Entendi. - uma ideia passou pela cabeça dele, mas estava em dúvida sobre comentar ou não, por fim resolveu falar, o que tinha a perder? - Pode ficar se quiser, pelo menos até arrumar um emprego e poder alugar um apartamento.

Ela o olhou atordoada, não esperava essa atitude dele.

- Não precisa, eu me viro. - disse ela impulsivamente.

- Como? Dormindo na praça? Esperando seu ex namorado maluco, aparecer e bater ainda mais em você, já que não quer prestar queixa? Vai arrumar um emprego como, se estiver morando na rua? - ele foi incisivo, achou que era hora de dar um choque de realidade nela.

- Acha que eu deveria denunciar ele e ficar? - perguntou ela um pouco irritada.

- Acho. - respondeu simplesmente.

- Não posso ficar, não conheço você! - disse ela.

- Eu tenho tanto a perder quanto você. Pretendo te dar uma chave da minha casa e passe livre aqui, poderia roubar objetos de valor e fugir, poderia me matar enquanto eu durmo e alegar que tínhamos um caso, para ficar com meus bens. - disse ele a uma Sophia incrédula.

- Eu jamais faria isso! - a voz dela soou ofendida.

- Eu não vou te bater, estuprar, matar, torturar ou qualquer outra coisa que tenha em mente, podermos selar um acordo se quiser, posso assinar um contrato de locação do quarto que você ocupa e assim, você pode alegar alguma coisa se eu não cumprir a promessa. Enfim, quero ajudar, você é totalmente livre, pra pegar sua mala lá em cima e cair fora, se achar melhor, mas eu sinceramente sou um cara legal, que quer te ajudar. - ele fez uma pausa. - Você decide. - disse por fim.

Ela estava com os lábios entreabertos, provavelmente ponderando incrédula, como chegou aquela situação.

- Parece justo. - disse baixinho.

- Podemos ir até a delegacia? - perguntou ele. - Não por você, mas para colocar esse cara fora de combate, vai que machuca outra pessoa, se descobrir que está na casa de outro cara pode vir atras de você, com o orgulho ferido. - argumentou.

- Ok - disse simplesmente.

Eles foram a delegacia, ela deu queixa e foi lavrado um mandato de segurança para ela, caso ele se aproximasse ou a importunasse seria preso.

Resolveu confiar em Arthur, parecia boa pessoa, ficou na casa dele, conversaram bastante, se conheceram melhor. Pouco a pouco ficaram amigos, bons amigos que moravam juntos. 
Ela procurava emprego, fez algumas entrevistas, mas passados 3 meses ainda não tinha conseguido nada.

- Sophia, preciso te contar uma coisa. - disse ele no café da manhã.

- Conte Tutu. - eles riram, depois de 3 meses morando juntos tinham adquirido intimidade, apelidos bobos e piadas internas, ela o chamava de Tutu as vezes por pura gozação.

- Meu primo se casa no sábado. - ele parou um pouco para observar como ela ragia. - Então, a verdade é que ele disse pra levar você, aparentemente ele acha que, bem, que estamos juntos. Não comentei com ele sobre como nos conhecemos, ele acha que você veio para cá enquanto seu apartamento ficava pronto, que somos amigos e que agora estamos juntos. - ele parecia um pouco embaraçado.

- Quer que eu banque sua namorada? - perguntou ela a queima roupa.

- Então... - ele passou as mãos no cabelo, parecia nervoso. - É isso, ou contar a verdade, de como te encontrei na rua, depois de apanhar do seu ex.

- Acho que eu te devo uns 3 meses de hospitalidade e uma grande parcela da minha paz de espírito, a respeito do meu ex. - disse colocando açúcar no café.

- Então, devo te avisar, que meus parentes são românticos natos, gostam de casais melosos... - ele parecia ter corado.

- Hum... muitos beijos, mãos dadas, carinhos, olhares apaixonados, muito contato físico... - ela disse e deu uma gargalhada. - Arthur! Posso fazer isso por uma noite, já namorei um cara que me batia, ia pra cama com ele depois de tomar socos e tapas, por que não beijar um cara que tem me ajudado tanto?

- Está bem, só não quero embaraçar você. - ele disse tentando parecer displicente.

- Só que, eu não tenho roupas para ir a um casamento. - disse ela.

- Eu tenho um cartão de crédito, te meti nessa roubada, eu pago um vestido, cabelo, maquiagem, unhas e todas essas coisas que mulheres precisam, para se sentirem bonitas.

- Está bem. - disse por fim.

Chegou o dia do casamento. Tudo correu bem, as pessoas foram todas muito gentis, Arthur a tratou a noite toda como uma princesa, lhe fazendo carinhos, sendo gentil e cavalheiro, trocaram alguns beijos, superficiais, mas que mexeram com ela, ele parecia ser um cara tão maravilhoso para se namorar, tão o oposto do seu último relacionamento. Dançaram riram, eram bons amigos, mas ela estava realmente ficando desconfortável, com a ideia de se sentir tão viva com ele.

Voltaram para casa por volta das 5h da manhã, ele não tinha tomado uma única gota de álcool e eles passaram a viagem inteira, falando da festa e do que acharam dela. Quando chegaram em casa, ele jogou o paletó em cima do sofá, foram até a cozinha, ele pegou uma taça de vinho, ofereceu para ela, que também não havia bebido nada, e ela aceitou. Beberam ainda comentando da festa até que ele disse.

- Acho que esqueci de dizer, o quanto esse vestido caiu bem em você. - sorriu de um modo estranho. - Os homens não tiravam os olhos de você. - essa ultima frase soou como se ele estivesse enciumado.

- Só tinha olhos para um. - respondeu ela, ficando confusa do por que tinha dito isso.

- Pare com isso, não estamos mais fingindo amor. - ele ficou corado, havia chamado ela de amor a noite inteira, a palavra saiu naturalmente.

- Do que me chamou? - perguntou ela. - Pensei que não estivéssemos mais fingindo.

- Saiu naturalmente. - disse ele bebendo seu vinho. 

- Acha natural me chamar assim? - perguntou ela.

Ele a olhou, não sabia o que responder, não sabia o que tinha dado nele para chamá-la assim, ele estava confuso, a noite tinha sido perfeita, ele se sentiu confortável com ela, mas quando se beijaram parece que algo mudou completamente, como se a farsa virasse real, se viu aproveitando para olhar apaixonadamente para ela, admirar o quanto estava linda, o quanto se sentia desconfortável vendo os homens olhando para ela... De repente percebeu que estava encrencado.

- Chamei você assim a noite toda, peguei o costume. - disse ele tentando disfarçar o embaraço.

- Entendi. - ela parecia desapontada.

- Por que disse que só tinha olhos para um cara? - perguntou ele, de repente aquela frase lhe deu uma esperança tola de que ela poderia ter se sentido bem com ele também.
- Porque... eu... sabe... brincadeira, eu... - ela balbuciou. 

Era uma deixa, precisava tentar, se aproximou dela e de repente ela ficou muda e enrubescida. 

- Está nervosa com quê? - perguntou baixinho perto do rosto dela. - Parece embaraçada. - sorriu divertido.

- Eu... - ela ficou muda novamente quando seus olhos encontraram os dele, não estavam mais na festa, não precisavam mais fingir, mas ele ainda a olhava do mesmo jeito apaixonado. Hipnotizada aproximou o rosto do dele, ele também se aproximou mais, sentiu as mãos dele em seus quadris, a sensação era gostosa como um bálsamo, o toque dele era suave, delicado e a deixava desnorteada, fechou os olhos quando os lábios se tocaram.
O beijo foi carinhoso, doce, quase casto, um selinho, então envolvida ela entreabriu os lábios, gemeu quando a língua dele encontrou a sua, aos poucos foi sentindo o beijo suave tomar uma onda crescente de urgência, ele a puxou mais para si, o beijo foi ficando mais intenso, ela entrelaçou os dedos atras da nuca dele e gemeu, ao sentir o quando ele estava excitado. 

Ele a ergueu do chão e ela entrelaçou as pernas em sua cintura. Estava feito, dali por diante não teria mais volta, ele a levou para o quarto e lá explodiram todas as sensações contidas, as roupas voaram com selvageria e eles se entregaram um ao outro, como se não houvesse amanhã.

Quando as respirações ficaram calmas, ela estava deitada em seu peito, enquanto ele acariciava seus cabelos.

- Parece que nossa mentira virou verdade. - disse ele, ainda rouco.

- Está me pedindo em namoro oficialmente Tutu? - perguntou ela.

- Acho que sim. - respondeu ele.

Ela se apoiou nos cotovelos para olhar para ele.

- Sério? - perguntou

- Sério! - respondeu ele.

- Eu me senti tão confortável com você naquele casamento, parecia de verdade, que estávamos namorando. - disse com a voz embargada.

- Eu também, acho que tivemos uma noite incrível. - disse ele.

- Estava com ciúmes de mim! - ela riu.

- Estava... - respondeu ele. - Você estava linda, e os homens te olhavam de um jeito... Eu estava me corroendo com isso.

Ela soltou uma gargalhada.

Eles ficaram mais um tempo, conversando e trocando carícias, até adormecerem. Depois daquela noite, aquele se tornou o quarto dela, começaram a namorar e de repente ela não estava mais procurando um apartamento, queria apenas um trabalho.
As coisas ficaram perfeitas, eram um ótimo casal. 

Mas uma coisa surgiu para abalar a alegria dos dois, cerca de 2 meses depois.
- Arthur, eu queria conversar sobre uma coisa. - eles haviam acabado de jantar, estavam a sala, sentados abraçados no sofá.

- Claro amor! Diga sobre o que se trata.- disse ele.

- Eu... Não sei bem como começar... - ela parecia estar sofrendo.

Ele pareceu preocupado.

- Diga o que precisa dizer, sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe? - ele ergueu o queixo dela e a expressão dela era de medo.

- Ok. Ok - disse ela. - Eu... eu... Bem, eu... - ela tomou fôlego e despejou. - Eu estou grávida! - imediatamente tampou o rosto com as mãos e se afastou dele chorando.

- O meu Deus! Sophia! - ele exclamou. - Caramba! - ele tapou a boca com a mão chocado.

- Desculpe... - ela conseguiu dizer entre as lágrimas. Só então, ele entendeu porque ela estava tão nervosa, estava com medo dele reprovar, dele ficar bravo com ela, mas...

- Amor... - ele a tirou as mãos dela da face. - Por que está chorando? - ele perguntou com ternura nos olhos.

- Porque eu não quero que fique bravo. - sussurrou ela.

- Bravo por quê? - perguntou ele. - Por que a minha namorada está grávida? Por que isso é a coisa mais maravilhosa do mundo? - ela o olhou espantada quando ouviu a última pergunta.

- Maravilhosa? - perguntou confusa.

- Claro! Eu vou ser pai, vamos ter uma família! Isso é incrível! - ele estava exultante, a felicidade era visível a olho nu. - Vem cá. - disse ele abrindo os braços para ela. 
Sem pensar duas vezes ela se aninhou no peito dele e chorou, de alegria e alívio por ele ter ficado feliz com a notícia, ela estava feliz em estar grávida, ele era incrível e ela queria muito ter uma família com ele, mas estava com medo dele não aceitar bem. Então ele a afastou, o suficiente para que pudesse olhar para ela.

- Sabe, eu estou há alguns dias planejando uma coisa e, de repente, acho que o momento perfeito é agora. - Ele parecia sério. - Quer se casar comigo? As alianças eu escondi, mas estão compradas há um tempo... - ele parecia um misto de divertido e embaraçado.

Ela apenas acenou com a cabeça o sim, a voz simplesmente se recusou a sair, então ele a beijou e ali, naquele momento, foi selado que eles pertenceriam um ao outro, para sempre.

2 comentários:

  1. Como eu amo romance, meu deus! Já to apaixonada pro Tutu hahaha ❤️ Adorei a história e quero continuação, vai ter? 😋

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    1. Talvez... A principio era só isso, mas gosto de deixar aberto pro caso de dar vontade de escrever algo mais 😉

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