Belas Surpresas - Parte 5

Belas Surpresas


O domingo foi bem calmo, eles saíram para almoçar em um restaurante acabaram encontrado o coordenador do curso de filosofia, que ficou bastante contente, parabenizou o casal pelo noivado e que não fazia nenhuma objeção a respeito.

- Peço apenas o bom senso de nenhum tipo de demonstração extravagante da relação de vocês em sala de aula, mas não posso pedir a um casal apaixonado que não troque beijos e ande de mãos dadas, seria sacrilégio! – Disse animado.

A tarde eles foram dar uma volta no shopping e ir começando a idealizar o enxoval do bebê. 

Finalmente começou a semana, naquela segunda de manhã Camilly acordou muito indisposta, tendo náuseas terríveis, não conseguiu tomar café da manhã, e por este motivo Gregory ligou para seu trabalho e disse que ela não estava se sentindo bem. Ela dormiu um pouco e no inicio da tarde estava se sentindo melhor, ele foi almoçar em casa e a levou para o trabalho.

Quando Camilly chegou ao escritório naquela tarde sua chefe a chamou para uma reunião. Ela trabalhava naquele escritório de advocacia desde que chegou a cidade, era secretária e responsável pelas agendas e toda manutenção do escritório, contas a pagar e a receber, cuidar da sala de reuniões e servir café aos clientes.

- Boa tarde Camilly, espero que tenha um atestado pela sua falta esta manhã.

- Não senhora, eu só estava indisposta, não cheguei a ir ao médico.

- Ah! A senhorita estava indisposta? Quer dizer que é assim, acorda um dia se sentindo um pouco “indisposta” e isso é motivo suficiente para deixar todas as suas responsabilidades de lado? Aí, aparece a tarde como se nada tivesse acontecido, e na maior cara de pau me diz que nem uma justificativa formal tem? Quem você pensa que é garota?

Camilly ficou chocada com a rispidez da mulher, nunca havia se ausentado do trabalho por nada, nunca havia faltado com a responsabilidade, mas vomitando a cada 30 minutos e sem conseguir colocar nada no estomago, como ela poderia trabalhar?

- Desculpe senhora Murdok, nunca havia me ausentando, mas estou me sentindo melhor agora, se precisar que descontar o período que estive fora, tudo bem está certo eu não vim ao trabalho e não tenho justificativa, isso não via mais acontecer, foi um caso isolado.

- Queridinha, eu não admito esse tipo de comportamento, isso realmente não tornará a acontecer, mesmo porque você está demitida, nem precisa se incomodar em ficar aqui esta tarde, pode ir pra sua casa ficar indisposta mais um pouco se quiser.

Camilly ficou boquiaberta, já havia sofrido algumas grosserias da Sra. Murdock, mas nunca pensou que ela seria tão arrogante.

- Sabe que está sendo injusta Sra Murdock, se não me quer mais como funcionária, eu lamento, mas também não irei implorar para que reconsidere. Obrigada pela oportunidade e pelo aprendizado até aqui, avise quando devo voltar para a rescisão. – Levantou-se e saiu deixando a mulher pasma. Ao chegar em sua mesa o telefone começou a tocar, ignorou completamente enquanto reunia suas coisas em uma caixa.

- Não vai atender o telefone? – disse Melinda, uma das advogadas da empresa. 

- Não, eu não trabalho mais aqui. – e saiu sem sequer se despedir de ninguém.

Lá fora pegou o telefone e ligou para Gregory.

- Boa tarde Greg! Tem problema se eu for até seu escritório agora?

- Não, claro que não, sempre será bem vinda aqui.

Ela pegou o endereço, chamou um taxi e foi.

- Olá, gostaria de falar com o Gregory. – disse à secretária.

- A quem devo anunciar?

- Não precisa Michele, esta é Camilly, minha noiva. 

- Oh! É um prazer conhece-la. - disse Michele.

- Obrigada e igualmente Michele.

Entraram na sala dele, ele apontou uma cadeira para que se sentasse.

- O que houve? – Ele perguntou.

- Fui demitida.

- Como assim? Por quê? - disse ele surpreso.

- Porque me senti indisposta esta manhã.

- Como é que é?

- Exatamente, ela me chamou na sala dela, disse que não tolerava esse tipo de comportamento e me demitiu.

- Mas você está grávida!

- Eu sei ela não pode me demitir, mas quer saber? Que se dane! Estou bem cansada disso. Ela já foi grosseira em outras ocasiões, estou cursando uma faculdade, vou ter um bebê e na hora só conseguia pensar “e se meu filho tiver uma febre?” “e se eu precisar leva-lo a algum lugar?” “e se a babá estiver doente?” ela me demitiria também! Porque é mesquinha e arrogante, e sinceramente, já não estou mais tão preocupada com isso, tenho bolsa de estudos, sei que vou perder quando me casar, mas mesmo assim, já sai do aluguel e gasto muito pouco, nem cartões de crédito tenho. Está na hora de eu amadurecer, vou ser mãe e esposa sabe, eu preciso crescer e parar de deixar as pessoas pisarem em mim!

Ele se levantou e aplaudiu o discurso dela.

- Meus parabéns! Estou orgulhoso de você.

- Obrigada. Você é muito responsável nessa minha caída na real.

- Eu? Como fiz isso?

- Você me trata bem, como as pessoas devem ser tratadas, eu nunca fui tão bem tratada, eu sempre achei que mulher era um ser inferior, que servia para casar e ter filhos, quis fazer faculdade, ao contrário das minhas irmãs que casaram cedo, com caras que meu pai escolheu para elas, ele tentou me casar há uns 2 anos e eu me recusei disse que queria vir para cá e fazer faculdade. Aquele filho da mãe que me embebedou e abusou de mim, eu só queria chorar, fiquei com dor por vários dias, e quando descobri que estava grávida pensei que era o fim do mundo. Dai apareceu você com toda sua gentileza e me fez enxergar que  eu mereço isso, que mereço ser feliz, eu não fiz nada de errado, só fui ingênua.

- Tem toda razão, não deve pagar por se ingênua e sim você merece isso e muito mais.

- Vou para casa, tem as chaves?

- Eu te levo

Ele a levou em casa, e voltou para o escritório, no caminho de volta pensou em como ela estava finalmente entrando de cabeça no casamento, o quanto ela parecia estar disposta a ter um casamento de verdade, em amadurecer e ter uma família.

Naquela noite, ele a levou pela primeira vez para a faculdade, se despediu dela com um beijo no estacionamento e cada um rumou para sua sala. 

A semana correu sem nenhum incidente, a noite ela tinha aula e ele estava lecionando, se encontravam no estacionamento e iam para casa. 

Sexta porém uma das garotas de sua turma, uma moça de 23 anos mimada chamada Roberta, resolveu implicar com ela.

- Camilly! Que absurdo é esse? 

- Oi? Desculpe do que está falando? 

- Dessa aliança, está noiva? NOIVA? Quem é? Um macaco de circo? Pra querer alguém como você... – disse com toda a arrogância e deboche, Camilly estava habituada com ela, mas naquele dia se sentiu mais depreciada ainda.

Gregory estava instalando o notebook para iniciar a aula olhou com desprezo para a moça.

- Vamos queridinha, onde conheceu o traste?

- Eu acho que isso não é da sua conta Roberta. – respondeu tentando se esquivar.

- Eu vou descobrir! Ele deve vir com seu óculos fundo de garrafa e as calças no estomago te buscar no fim da aula.

Sem mais poder se conter Gregory se intrometeu.

- Não acha meio ofensivo falar desta forma com a sua colega Roberta?

A moça se voltou para ele com um olhar apaixonado.

- Olá professor lindo do meu coração! – Disse em tom sensual.

Camilly teve vontade de dar um belo tapa no rosto perfeito devido as grossas camadas de maquiagem.

- Olá Roberta, não respondeu minha pergunta eu acho.

- Ah professor, olhe bem para essa caipira, ela é simplesmente ridícula, olha como se veste, nem batom não passa, que homem em sã consciência ia querer se casar com ela? – a garota destilava o veneno sem dó.

Gregory sorriu, ia confessar que esse homem era ele, mas era melhor deixa-la na ignorância se sentindo a sabe tudo. Camilly notou a expressão dele e sorriu também.

- Não acredito que Camilly seja tão ruim, as vezes ela tem belezas interiores que se destacam. - disse sorrindo para Camilly em tom conspiratório.

Roberta fez cara de nojo e foi sentar em seu lugar.

Mais uma aula do Gregory, agora porém ela estava com os pés no chão.

- Camilly, ainda babando é? Notou que ele está de aliança? – Emilly perguntou.

- Ah sim eu sei disso, mas isso não faz dele menos bonito não acha? 

- Tem razão ele é um homem charmoso.

- Sim. – e continuou observando ele falando durante a aula, enquanto Roberta tentava a todo custo se insinuar. Só que ela sabia que ele era seu noivo e isso a fazia se sentir muito superior a ela. 

*****

As semanas seguintes passaram voando, agora que estava mais tempo em casa, era mais fácil correr com os preparativos do casamento.

Era finalmente véspera do casamento, estava em aula, muito nervosa e 10 vezes mais babona, naquela altura do campeonato já não conseguia mais esconder o quanto estava apaixonada por ele, já se deixava beijar, andar de mãos dadas, sair para comer em vários lugares, caminhar na praia, estava vivendo um verdadeiro sonho morando com ele, que a mimava compulsivamente, com presentes, carinhos, comidinhas e isso a estava mantendo constantemente naquele estágio da paixão avassaladora. 

Gregory na aula estava tentando sinceramente focar, mas a cabeça ia para longe as vezes pensando que no dia seguinte a essa hora seria um homem casado. Fora que ela não tirava os olhos dele, e ele tentava não ficar só olhando para ela para não chamar a atenção.

Chegou finalmente o dia, Camilly acordou e desceu, Gregory estava de calça de moleton preparando o café da manhã.

- Bom dia futura esposa! – Chegou perto dela com a frigideira com bacon nas mãos e a beijou.

- Bom dia futuro marido – disse sorrindo

- Como esta se sentindo?

- Apavorada!

- Será que vai ser tão ruim assim?

- Acho que vai. Casar com um ogro mal humorado que me bate. - fez cara de tristeza.

- Sério? Achei que seu futuro marido era um lorde, alto, forte, bonito que te enchia de mimos e estragava você o tempo todo.

- Esse que você diz eu não conheço não...

- Ah! Vai ter troco mocinha, pode ter certeza! O Tio vai se transformar no ogro mal humorado que te bate e você vai ver só uma coisa.

- Agora está parecendo meu noivo – riu alto – homenzinho vingativo.

Tomaram café, ela se trocou e ele a levou ao salão para se arrumar, o casamento seria as 18h e ela ia ficar a tarde inteira no salão com as irmãs, a mãe e a cunhada, que haviam chegado aquela manhã do interior.

- Minha nossa! Que vestido maravilhoso e eu usei o da mamãe. – Disse Alice, a irmã mais velha.

- Eu mandei a Sra. Thomas fazer o meu, mas nem de longe se parecia com este, é simplesmente maravilhoso – disse Ella a irmã mais nova.

- Realmente é lindo! – Disse Leonor sua cunhada.

- Filha, hoje é um dia especial sabe. Eu me lembro como se fosse ontem do meu casamentos e já faz 29 anos! 

Teve direito a tudo que podia, sauna, banho de pétalas de rosas, depois fez cabelo e maquiagem colocou o vestido, os sapatos e estava pronta.

As outras também estavam incríveis em seus vestidos e penteados, na porta do salão havia um carro para as quatro mulheres e um para Camilly com seu pai esperando na porta.

- Que dia especial, estou casando minha ultima filha, e ela está tão bonita!

- Obrigada pai. - disse emocionada. Estava vivendo um sonho, os pais amaram tanto Gregory que nem se importaram com o fato dela estar grávida.

Chegaram a igreja, muitas fotos e ela finalmente desceu do carro, chegou a hora, as portas iam abrir e ela iria ver aquele homem incrível esperando no altar. Lá estava ele, em seu terno preto, com aquele ar imponente em seu 1,95 de altura, seus ombros largos e aquele sorriso gigantesco estampando o rosto. Suas pernas amoleceram, andava tremula, coisa que graças ao vestido era imperceptível. 

No altar, quando porta da igreja se abriu e Gregory sentiu o coração parar. Ela estava linda, como nunca na vida tinha visto, o vestido era como o de uma princesa, rodado, cheio de detalhes em renda, o véu era enorme, e se estendia ao longe, seus cabelos estavam com um coque lateral despojado e a franja para o lado a deixaram maravilhosa. Ele sentiu os olhos se enchendo de lágrimas, mas tentou se controlar.

Quando o Sr. Sttipe entregou a mão de Camilly para ele, ele a tomou lhe deu um beijo no rosto e sussurrou em seu ouvido:

- Parabéns, conseguiu ficar mais linda do que já é!

Ela sorriu

A cerimonia foi rápida, a festa também, por volta das 02h da manhã eles fugiram sorrateiramente para casa. Haviam combinado adiar a lua de mel, porque ela ainda estava em uma fase delicada da gravidez.

Quando chegaram em casa ele fez questão de entrar com ela vestida de noiva no colo.

- Bem vinda ao Lar senhora Kriwat!

- Eu só quero tirar esse vestido!

- Deve ser desconfortável. Vamos lá pra cima eu abro ele pra você – disse com a malicia brincando em seu sorriso. A médica dela havia liberado eles para a lua de mel, disse que não seria interessante viajarem, mas que não havia problema algum em se amarem, porém ele sequer havia tocado nela, pois ainda não sabia como ela reagiria depois de ter sido violada pelo babaca da faculdade. Ele queria dar tempo a ela, decidiriam isso depois ele não forçaria nada.

Ele ajudou ela a tirar o vestido e para sua surpresa ela tirou as alças e deixou que ele caísse a chão ficando apenas de calcinha de costas para ele.

- Amor... Eu... É... Nossa... – ele estava completamente embasbacado, não sabia o que dizer, ela se virou e empurrou o queixo caído dele e disse:

- Ei, não seja tão babão.

- Impossível, com você assim na minha frente. 

Ele a abraçou e a beijou, como num sonho eles finalmente foram para a cama e Gregory com toda a gentileza, carinho e paciência, finalmente lhe proporcionou a sua primeira vez.

2 comentários:

  1. Já to com ranço dessa Roberta,uxxxx! Eles são tão fofos né? Essa história não pode ter um final kkkkk 🥰🥰🥰

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    1. Ahhhh a Roberta é uma chata mesmo, guria nojenta! Aff

      Eles são muito fofos, e vai render ainda fica de boa.

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